Papoilas Saltitantes
12
Nov

2011

O Início

Por Tiago Quartilho

 

 
No início de qualquer projecto ou espaço de comunicação, usam-se sempre frases de circunstância e chavões, prega-se a imparcialidade e isenção, distanciamento e factualidade.
 
Este não é um desses espaços.
 
Eu sou do Benfica, sócio desde que tenho semanada, lugar cativo desde que o consigo pagar, sou dos que digo que “ganhámos”, mas ao  contrário de tantos outros também digo que “perdemos” e já não era propriamente criança da última vez que chorei pelo Benfica. 
 
Tudo começou muito cedo, e tenho de agradecer à minha mãe, que além de ser do Benfica era uma daquelas poucas mulheres que ia ao futebol no início da década de 80, e cedo me começou a levar com ela. Com 3 anos já ia a todos os jogos em casa e perguntava “pela repetição” que estava habituado a ver em casa na TV.
 
Durante a minha infância e adolescência lembro-me de ver ao vivo o Benfica a jogar em Alvalade, Guimarães, Braga, Faro, Aveiro, Coimbra, Chaves, Setúbal, no Estádio Nacional, Funchal , Porto, Bessa, Restelo e na Amadora.
 
Estive no estádio numa meia final da taça uefa (não estive na final porque tinha 5 anos, e diz-se que não falei à minha mãe durante semanas), e em duas meias finais da taça dos campeões europeus, e apesar de ter 10 e 12 anos, ainda me lembro perfeitamente onde estava sentado em cada um desses jogos, e que passei os últimos 10 minutos do jogo com o Marselha a rezar, eu que sou ateu.
 
 
É portanto fácil de perceber que se alguém procura uma visão desapaixonada do futebol e do Benfica, agradeço que fechem esta página e procurem noutro local, porque estão no lugar errado.
 
A todos os outros, sejam bem-vindos.