O Fantasista
29
Jun

2013

Tutorial 01 - Equilíbrio e Rotação

Por O Fantasista

 

Todos os anos acabamos por concluir que afinal £100.0m é curto para formar um plantel inicial de 15 jogadores que nos agrade por completo. No entanto vamos tentar desmistificar essa situação apresentando uma estratégia que nos permita navegar pela 1ª parte do campeonato, até ao Wild Card (WC) de Janeiro, sem realizar muitas transferências e com isso registar pontos negativos.

Está provado que a táctica a utilizar é o 3-4-3, pois permite colocar em campo o numero máximo de jogadores ofensivos. Além disso os Bonus Points (pbs) estão estatisticamente alocados a esta classe. Com isto em mente, podemos então assumir que existirá uma forma optimizada de alocar recursos para maximizar os proveitos, pelo que a partir deste momento terás que ter bem presente as palavras Equilíbrio e Rotação.

O Equilíbrio consegue-se através da Rotação. Esta tende a acontecer na defesa e existem dois tipos: 2+3 ou 1+2+2. Na primeira opção temos 2 jogadores que jogam sempre (acima de £5.0m) e 3 que rodam entre si semana após semana (abaixo de £4.5m). Na segunda estratégia temos 1 que joga sempre e 2 pares, que alternam jornada a jornada, para assumir os 2 lugares restantes. A escolha entre estas duas estratégias depende do estilo e do risco adoptado pelo Manager em causa.

As rotações permitem colocar sempre um defesa mais “barato” a jogar em casa ao longo da época – maior probabilidade de Clean Sheet (cs). Basta para tal procurar combinações de clubes que troquem de forma perfeita nas 38 jornadas (ou então até ao WC de Janeiro na jornada 19).

E com isto chegas ao Equilíbrio do plantel, com os intervalos médios ideais, acima descritos, para acomodar as preferências individuais de cada Manager e mesmo assim continuar com um plantel equilibrado e flexível, preparado para reagir rapidamente às incidências naturais de uma época da EPL – lesões, castigos, jogadores não utilizados.

Valor, cobertura e titularidade são as palavras chave neste processo. Valor expectável por £1.0m investido, e pontos esperados pela prestação de determinado jogador. Cobertura de determinada equipa,  nomeadamente quando uma do top four tem uma série significativa de jogos favoráveis. E se o jogador em causa é titular indiscutível na sua equipa.

Ultrapassado este momento estamos em condições de começar a preencher as primeiras vagas. As rotações estão elaboradas e com elas temos 3 ou 4 defesas já escolhidos, seguem-se os 2 guarda-redes e com isto temos 5 ou 6 selecionados, ou seja mais de um terço do team.

Em relação à dupla de GR’s temos duas hipóteses: fire and forget ou rotação. A primeira opção equivale a escolher um keeper do top four (acima de £5.5m) e um titular dos mais baratos, normalmente de equipas que subiram de divisão, utilizando sempre o primeiro. A segunda opção pressupõe o critério utilizado na rotação da defesa, 2 guarda-redes baratos (£4.0m - £5.0m) que alternem home e away, para podermos utilizar o que joga em casa, ao longo da época ou então nas primeiras 18-19 jornadas, para o tal WC.

As posições em aberto são preenchidas com as seguintes categorias:

Low Budget Offense - O mesmo modelo de rotação dos keepers pode ser aplicado em relação à dupla atacante de baixo orçamento - 1 médio e 1 avançado. Visto que teremos sempre um deles no banco, interessa-nos “gastar” o mínimo possível. À partida utilizaremos o avançado, mas o médio pode muitas vezes ser chamado a intervir (lesão de um dos titulares ofensivos). Qualquer avançado com valor igual ou inferior a £6.0m é considerado apto para este papel. O médio pode ir de £4.5m a £5.5m.

Season Keepers - São aqueles que tencionamos manter ao longo da época ou então até procedermos à activação do WC. Recordo que neste momento temos 6 vagas ofensivas e apenas 1 ou 2 defensivas. A espinha dorsal da equipa será composta por 4 ou 5 jogadores (mais caros), 1 ou 2 Defesas, 2 Médios e 1 Avançado ou 1 Médio e 2 Avançados, sendo 2 deles claramente as escolhas automáticas para Capitão em determinada jornada (aqui a rotação entre os que possuem as jornadas mais favoráveis também terá algum valor e merece ser estudada). Estes dois devem ser os teus jogadores de confiança (ex: RVP ou Bale/Mata no ano passado). Fundamental, visto que esta escolha equivale a aproximadamente 17% dos pontos obtidos pela tua equipa em cada semana. São 11 jogadores a pontuar, mas o Capitão vale o dobro, perfazendo 12 na realidade. Ora 2/12 = 16.666(6)%.

Glue Players - Neste momento teremos uma squadra de 12/13 intervenientes. Resta-nos escolher 1 ou 2 que joguem em equipas intermédias e que sejam determinantes no processo ofensivo das mesmas, set-pieces por exemplo. É portanto o jogador que cola toda a equipa, transmitindo um excelente rácio entre preço e retornos pontuais. Aparece normalmente na casa dos £6.0m - £7.5m, e terá mais uma vez que contar com um inicio de Liga facilitado para uma aprovação total. Convém também que possua um preço amigável, ou seja, um que seja verificado em vários jogadores da sua classe ao longo do jogo. É importante pois no caso de as suas prestações desiludirem, uma eventual transferência sairá mais facilitada.

Punt - A última vaga fica guardada para aquela posta pessoal. Aquele jogador que achas que poderá surpreender logo de inicio, quer seja porque a sua equipa tem o calendário mais acessível ou porque fez uma pré-epoca fenomenal encontrando-se em excelente forma. Ou mesmo um resultado da soma das duas premissas anteriores. 


Resumindo...

Seguindo esta estratégia, na teoria com os 7 ou 8 jogadores utilizados na rotação e com os tais 2 de confiança só terás que realizar transferências em 5 ou 6 jogadores. Este modelo estratégico permite-te planear quando e como adquirir o próximo jogador em forma, ter as melhores opções para Capitão, e ainda possuir transferências para substituir os punts ao longo das jornadas.