O cantinho da Mágica
10
Abr

2014

Visibilidade reduzida

Por Bernardo Sousa

 

Jogo tradicionalmente difícil, o Porto-Académica de passado Domingo foi raro por uma série de factores: encontrar o Porto em 3º lugar nesta fase da época, ao mesmo tempo que encontrar a Briosa já numa posição tranquila nesta fase costuma ser pouco menos do que uma miragem optimista.

Nunca é bom começar a perder ao minuto 4, especialmente se o nosso foco recaia sobre a nossa faceta defensiva. Mesmo assim, foi notável a nossa reacção e foi quase pornográfico ver a quantidade de oportunidades desperdiçadas, por muito que se deva salientar o mérito de Fabiano Freitas, guarda-redes portista que evitou por um par de ocasiões na primeira parte o golo da igualdade (cabeceamento desviado para o poste de Makelele e o remate desviado para a trave de Salvador Agra). Nessa fase de maior ascendente foi inglório ver o 2º golo acontecer, especialmente se considerarmos a forma como foi sofrido (2 golos tirados a papel químico, no qual honestamente Ricardo poderia ter feito um bocadinho mais se tivesse sido mais expedito na saída à bola). 

O 3º golo, resultante de um penalty tão inocente quanto desnecessário fez temer o pior, por muito que a atitude da equipa tenha sido sempre positiva, num registo muito distante da inércia do jogo da Luz. Ao intervalo o 3-0 era o resultado mais enganador de todos os jogos da nossa época, merecíamos muito mais...

 

A segunda parte começou, e com a almofada adquirida na primeira parte, os locais entraram em modo andaluz (Sevilha estava claramento no pensamento portista)... e pagaram bem depressa por isso, 8 minutos e Marcos Paulo (na minha opinião o melhor jogador da Briosa em campo) a arrancar com sucesso rumo ao golo e assim (re)abrir as perspectivas da equipa com vista a um resultado positivo.

De aí em diante viu-se um jogo de parada e resposta com maior iniciativa da nossa parte, ganhando cantos e procurando o golo que deixasse o Dragão em estado de absoluto sobressalto... por azar ou novamente por mérito de Fabiano tal momento acabou por não surgir, sendo cada vez mais claro que Rafael “o Tronco” Lopes alia a sua natural falta de talento à pouca sorte, pois só por um fenómeno sobrenatural é que saiu do jogo do último Domingo em branco.

 

Depois desta derrota fica uma sensação bem distinta do último jogo fora, podemos perder mas ao menos deixemos boas sensações do que somos como equipa, e penso que desta vez tal desiderato foi alcançado. Pagámos pelos erros cometidos, mas se não fosse a inspiração total do guardião contrário certamente que poderíamos ter “sacado” algo de positivo do jogo.

Mais uma jornada passou e assim a Europa continua a ser um objectivo de visibilidade reduzida, estamos a 6 pontos com desvantagem no confronto directo... escusado dizer que nada menos do que um triunfo contra o Vitória sadino poderá servir se ainda nos quisermos dar ao luxo de sequer poder sonhar. Amanhã sexta feira é o dia (que surpresa) de mais um jogo em casa, e teremos de dar tudo se ainda quisermos (sequer) poder acreditar.

 

Um bom resto de semana a todos.