O cantinho da Mágica
07
Jan

2014

Ode a um homem Novo

Por Bernardo Sousa

 

Ricardo Jorge Novo Nunes, nome no Bilhete de Identidade de um ilustre cidadão que teima em carregar uma equipa às costas, desta feita até aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

Em Aveiro, derby regional contra uma equipa perdida na Liga 2, com uma massa associativa anestesiada pelo fracasso da sua equipa (caso flagrante de um estádio que matou a proximidade do clube com a cidade), a Briosa cumpriu a sua obrigação.

 

Pronto, agora que já falei em lugares comuns... Obrigação??

Sim, temos obrigação de ganhar a qualquer equipa da Liga 2, mas abusamos da sorte... jogar sem a dupla de centrais titular, ou seja, ver o Reiner Ferreira a jogar no meio é como se a Académica fosse a Torre de Pisa, mas que tinha sido construída torta de propósito.

Como pode um jogador cometer tantos penalties desnecessários por metro quadrado? Como pode sequer esta personagem ser digna de vestir o manto negro, e ainda mais, ser pago para isso... a escassez de recursos humanos tem neste caso a derradeira confirmação, apesar de achar que qualquer poste de sinalização tem melhores pés e sentido posicional que o nº 35.

 

Voltando ao princípio: Ricardo!!!! Gigante, enorme, colossal Ricardo!!

Defender penalties (por mais mal marcados que sejam) é coisa para se equivaler à marcação de um golo (na medida em que se tira um golo ao adversário), e nessa categoria é fácil constatar que o Ricardo é (segundo essa lógica) o melhor marcador da Académica esta época... só na Taça vejamos:

- na 3ª eliminatória ganhámos em Belém nos penalties (2 defesas do Gigante)

 - na 4ª eliminatória eliminámos o Académico de Viseu, outra vez nos penalties (mais 2 defesas)

 - e por fim, em Aveiro ganhámos por 1-0 no tempo regulamentar (mais 2 defesas)

 

Ou seja, só nestes 3 jogos o Ricardo defendeu 6 penalties, fora os que já parou no Campeonato e na época passada (só no jogo da Taça da Liga contra o Covilhã parou 5 grandes penalidades no desempate)...

É por estes dias o guarda redes mais em forma em Portugal e é inexplicável como Paulo Bento insiste em ignorá-lo nas convocatórias da Selecção do Jorge Mendes (ah, pois... se calhar é capaz de ter alguma coisinha a ver...).

 

270 minutos restam agora então para o Jamor, lugar de todos os sonhos... e com a sorte que temos tido em todo este percurso, o complicado começa a ser não acreditar que o karma é uma força poderosa que não deve ser ignorada, e que nada disto que tem acontecido é por acaso.

Ultrapassado este desafio, aproxima-se um jogo fulcral a realizar no próximo fim de semana: vencer o Paços de Ferreira torna-se determinante, e espero que por fim a equipa consiga responder em casa à necessidade de se impor perante um rival directo na luta pela manutenção... Com sofrimento?

 

Mas há outra hipótese? É que já me esqueci...