O cantinho da Mágica
12
Fev

2014

Linha ténue

Por Bernardo Sousa

E pronto, é oficial: somos medíocres.

2ª Feira à noite no Cidade de Coimbra, e o senhor Cristóvão Moniz (quem?) decidiu que a época da Académica seria mais do mesmo, piar fininho no meio da tabela, sem chatear muita gente...

Sim, o Rafael Lopes vulgo “Tronco da Amazónia” marcou um golo... e sim, o senhor de bandeirinha em riste decidiu anular, talvez porque fosse estranho a Académica poder marcar um golo que fosse de bola parada, sei lá... já chateia isto, este ano tem sido por demais, temos sido demasiado prejudicados, é o que dá não fazer mal a uma mosca... como o Sérgio disse ontem: “é difícil ganhar!”, todos os jogos parecem uma montanha a escalar com vento contra.

Adorava perceber o porquê de senhores como o Marco Silva (treinador dos canários) serem tão hipócritas, ganhando nunca fala, perde e empata e é o mundo que está contra o Estoril... ontem foi demasiado óbvio o que aconteceu para ele poder sacudir a água do capote, tem muita posse, tem... entre os centrais (Rúben Fernandes e Yohann Tavares) foram minutos e minutos de sono que ali passámos sem que dali resultasse o mínimo de perigo, só o guarda-redes Vagner deve ter perdido mais tempo em pontapés de baliza do que a Académica em todos os lançamentos laterais (levar amarelo? Isso era pedir demais...).

Mas pronto, é este o futebol que temos, e o Estoril vai lançado para a Europa enquanto nós vamos apodrecer no meio da tabela, vítima do erro alheio (porque sim, este jogo definiu o que vai ser a época da Briosa). Mas tudo passa tranquilo, ninguém fala disto... é tudo normal, faz parte um árbitro auxiliar em 6 foras de jogo na 2ª parte acertar um, o erro faz parte do jogo dizem eles...

 

Falando da Briosa, depois de alguns minutos de expectativa a 1ª parte foi essencialmente dominada por nós. A juntar a algumas oportunidades de golo (Rafa Lopes isolado, livre do Ivanildo, cabeceamento do Halliche) um jogo controlado apenas contrariado por um remate longínquo do Evandro e pelo golo de Balboa (nunca o Ricardo pensou ter tão pouco trabalho num jogo).

Na 2ª parte o Sérgio arriscou de início, meteu o Magique como 2ª avançado e partiu a equipa. E aí tivemos muito mais problemas em chegar à baliza contrária. Fizemos um golo, tivemos um par de boas oportunidades mas perdemos o meio campo e permitimos que o Estoril pudesse fazer posse de bola livremente na zona de meio campo.

Para termos hipóteses de fazer melhor, não poderíamos ter sido tão audazes tão cedo no jogo, os 2 médios defensivos (Makelele e Fernando Alexandre) foram gigantes mas passaram a estar em inferioridade numérica perante o triângulo formado por Gonçalo Santos, Diogo Amado (mais tarde Filipe Gonçalves) e Evandro e acabámos por pagar por isso em termos de recuperação da posse, quando era essencial que conseguíssemos ganhar a 2ª bola de forma a ter superioridade em zona atacante.

Assim se prova o quanto um pequeno pormenor se torna decisivo num jogo... já que empatando o jogo ao quarto de hora da segunda parte decerto que teríamos outro jogo e o Estoril teria de sofrer para poder reconquistar o controle do jogo, que efectivamente só teve a partir do momento em que tivemos de arriscar.

 

Agora que a mediania é a ordem do dia, só nos resta chegar aos 30 pontos o mais rapidamente possível, e no próximo Sábado em Belém espero que a Briosa dê mais um passo rumo ao objectivo... lá estarei para a apoiar!

Uma boa semana a todos