O cantinho da Mágica
21
Jan

2014

Blackjack

Por Bernardo Sousa

 

Que Janeiro nunca acabe...

17.48 de Domingo, 93 minutos de jogo: a diferença ténue entre uma desilusão e uma gigantesca alegria! Livre de Ivanildo da esquerda do ataque (anda a acertar muitas vezes) e ao segundo poste, após uma primeira defesa do autocarro (desculpem, do guarda-redes) Djavan sozinho a dar o toque final de Midas, mito bem real, e 3 pontos no bolso contra tudo e contra todos.

Duarte Nuno Pereira Gomes, árbitro de inegável valia, especialmente na arte de não marcar penalties evidentes a favor da Negra. É incrível a facilidade com que esta malta marca castigos máximos na área de uns e fecha os olhos na área de outros, assim se vê o valor dos nossos triunfos, a incompetência alheia não nos pára...

 

Vou ter saudades do Djavan quando ele sair para um Braga ou para um Guimarães a custo zero… é daqueles jogadores que entusiasma, não tem medo de ter a bola, de enfrentar o adversário sem receio. É rápido, lutador e consegue ir à linha com relativa facilidade. Ao contrário de Rafael Oliveira (entretanto devolvido à base sem grande cerimónia) este desconhecido tem para mim sido um dos melhores jogadores da época da Briosa.

Será coincidência que nos últimos dois jogos, em que nos assumimos como equipa mais ambiciosa e quisemos partir para cima do adversário sem especulações acabámos por ser felizes? Será coincidência que um 11 com: Ricardo, Marcelo, João Real, Halliche, Djavan, Fernando Alexandre, Makelele, Cleyton, Marinho, Ivanildo e Magique nos ofereça mais garantias?

A resposta é simples: a Académica descobriu em Janeiro que a época já tinha começado, que o tempo de especulações tinha acabado, que os bluffs da pré-época (Rafael Oliveira, Bedi Buval) e de sempre (Reiner Ferreira) não tinham lugar nesta equipa e que só uma equipa com ambição e com rotinas de jogo mais sólidas poderia oferecer melhores resultados, com ou sem sorte, com ou sem "roubos de Igreja" dos Duartes Gomes desta vida. Acreditar naquilo que se quer e que se faz é uma virtude que faz a diferença entre ganhar ou não, e ontem foi mais um caso que prova essa teoria.

 

21 pontos temos agora, já atingido o número de vitórias da época passada (6) e uma segunda volta pela frente para fazer ainda melhor. Atingida a rota de cruzeiro para melhorar, os medos perdem-se e o orgulho cresce... como no jogo de sorte e azar sinto que atingimos um ponto já sem recuo possível.

Que Janeiro seja não um mês, mas um estado de alma..