O cantinho da Mágica
07
Fev

2014

A queda de um Anjo

Por Bernardo Sousa

 

Por norma não falo dos jogos em cima da hora, mas desta vez irei abrir uma excepção.

Como plantar batatas? Questão de natureza pertinente, e cujo tema tem sido discutido de forma apaixonada por gerações e gerações de agricultores. Depois de uma breve busca descobri o seguinte:

Clima - A batata cresce melhor em clima ameno, sendo que a temperatura ideal para o cultivo situa-se entre 15°C e 20°C. Em temperaturas acima de 27-30°C não há formação dos tubérculos.

Luminosidade - A batateira necessita de boa luminosidade para crescer bem, com pelo menos algumas horas de luz solar directa diariamente. Em regiões de clima quente, a batata pode ser cultivada com sombra parcial.

 

Espero que estas dicas tenham sido de grande utilidade para os responsáveis da manutenção do campo do Rio Ave e quero desde já desejar-lhes a maior das sortes na colheita desta época.

 

Esta derrota doeu... e muito. Em nada fomos inferiores (superiores não creio também, mas no meio de tanto equilíbrio senti-me numa lotaria). Querem que me queixe do mau jogo? Da falta de empenho? Não consigo... sou incapaz de censurar os 14 que nesta noite vestiram o Manto Sagrado, mesmo o derradeiro responsável por este desaire...

Como o título da crónica indica até quem está no alto das suas máximas capacidades pode falhar, e nada se pode obstar a este dado cru: hoje perdemos 1-0, golo ocorrido como corolário da falha do nosso melhor jogador. E magoa… magoa não chegarmos ao Jamor. Magoa sentir esta sensação de impotência, de saber que o homem não vai dormir mesmo tendo feito durante o jogo um punhado de defesas alheias à ordem do comum mortal.

Jogámos mal? Era impossível fazer mais... foi um jogo repartido no qual um erro iria certamente ser preponderante no resultado final, e tal veio-se a provar.

 

Com um tronco a avançado (Rafael Lopes) o propósito derradeiro era lutar por todas as bolas, dar o litro, esperar por algo de bom numa transição ou numa bola parada. E tudo isso conseguiu-se fazer (sem que a bola encontrasse o caminho certo no meio da fúria dos elementos, nome do meio do estádio do Rio Ave), e creio que o prolongamento era o mínimo que merecíamos por tal atitude. 

Para o ano há mais, mas fica a sensação de termos esbanjado uma gigante oportunidade de chegar ao jogo maior da nossa temporada, e o receio de que tenhamos de esperar bastante até nos encontrarmos outra vez nesta posição.

Na próxima 2ª F, jogo complicado no Cidade de Coimbra contra o Estoril e vamos esperar que o esforço físico de hoje não venha a ser pago num jogo de futebol propriamente dito.

 

PS - Deste jogo fica a claríssima sensação de que temos equipa, como já tinha ficado provado nos jogos anteriores, ficando apenas a pequena dica ao Sérgio: fazer substituições aos 92 minutos, estando a perder não lembra ao diabo, especialmente numa altura em que o adversário fazia tudo para não ter de jogar o jogo pelo jogo. De resto nada a opor...