Confiança Azul
16
Mar

2014

Reavivar estratégias perdidas

Por Tomé Moreira

 

Longe de colocar em causa formas de motivação de jogadores, metia-me alguma confusão quando ouvia que os métodos do ex-treinador passavam por individualizar exibições nas suas palestras. Elogiava abertamente uns, apontava melhorias a outros. No entanto o futebol é um jogo colectivo e compreendo bem melhor uma abordagem sobre o grupo e sempre em nome do grupo.

Ora, esta foi uma alteração que veio com Luís Castro e, coincidência ou não, o Porto pareceu muito menos individual e desgarrado frente ao Nápoles. Obviamente, haverá muita coisa a melhorar, mas os sectores pareceram menos distantes e houve sem dúvida mais apoios e mais opções ao portador da bola.

Outra evidente mudança foi o notório reaparecimento de organização no jogo. Como no ano passado, Jackson fez de pivô e permitiu penetrações aos extremos/laterais nas linhas e, sempre que elas aconteceram, havia algumas opções na área (às vezes 4 homens: Jackson, o extremo do lado contrário, Carlos Eduardo e Defour!). Se o Porto consegue criar contra uma equipa tão organizada, cínica e pragmática como o Nápoles...

 

A semana que aí vem é fundamental principalmente a nível anímico. Obviamente haverá muito desgaste porque parece que o treinador encontrou o seu 11 e vai fazer poucas alterações com 2 jogos semanais, mas a equipa vive um momento de reencontro. Se as coisas correrem bem, está lançado um interessante final de época, se correrem mal, a época pode ser de facto, decepcionante.

É uma luta contra o relógio, há pouco tempo para afinar mecanismos em treino, mas o momento do Sporting pode ser a ajuda de que a equipa precisa e o jogo não ser tão complicado como os últimos. Contra o Nápoles, já se sabe, a tarefa nunca poderá ser fácil.