A Selecção
21
Jun

2013

11's do Ano - Estrangeiros da 2ª Liga

Por O Especialista

 

Depois de duas entradas a pés juntos d' "O Especialista" a elementos da redacção do 11para11 nos últimos 3 dias, ambas merecedoras de acção disciplinar, foi necessário alterar a ordem de saida dos "11's do Ano" pois aparentemente as entradas com o píton à mostra foram motivadas pelas notícias acerca das contratações de duas pérolas por clubes da divisão principal do campeonato, que fazem parte das listas do nosso scout privado. Como tal, e para que os próximos 11's que apresentamos mantenham o seu elemento de surpresa, começamos já hoje a lançar os que são dedicados ao 2º escalão, aquele que tem muitas vezes uma melhor média de espectadores que alguns clubes acima na hierarquia divisional, aquele onde, quando as condições o permitem nalguns casos, vemos futebol de qualidade, com mais entrega e mais rasgadinho.

Primeiro, um 11 com jogadores que não nasceram no nosso burgo, importados para divisões "inferiores" ou que chegaram ainda para jogar nos júniores, mas cuja qualidade foi evidenciada desde Agosto do ano passado no campeonato mais competitivo do nosso País, onde há 42 oportunidades de competição para todos os atletas e onde se pode notar a influência disso mesmo na evolução jogo a jogo de alguns jogadores.

Matt Jones, do Belenenses, é o típico keeper inglês, grande e pesado, muito seguro entre os postes e ainda mais fora deles. Com um jogo de pés até aceitável para um nativo das ilhas britânicas, surpreende pelos reflexos e pela forma como encurta espaços para adversários isolados.

Já transferido para o Gil Vicente, o ex-Penafiel Gabriel evidenciou-se pela extrema velocidade com que percorre a ala direita. Tem um grande "motor" e não é raro vê-lo ainda a galgar aos 90 minutos mas o que o diferencia de outros assim é a capacidade para depois colocar a bola na área ou rematá-la com precisão.

Este antigo colega de Benzema e Nasri, entre outros, decidiu relançar a carreira em Portugal, com novo nome de guerra e tudo. Nos dias que correm é uma raridade um central ser totalista da equipa e apenas acumular um amarelo, mas Tikito (Steven Thicot no BI) não só o fez como ainda contribuiu com 3 golos.

Bauer é a imagem do central alemão, alto e espadaúdo. Os 5 golos marcados espelham também a sua apetência para subir à área em lances de bola parada. Em princípio deverá continuar emprestado ao Marítimo pelo Estugarda, passando para a equipa A na próxima época.

Forte fisicamente e com pilhas para dar e vender, Backar Baldé não deve ficar muito tempo no Tondela à semelhança de outros jogadores para esta posição específica e que vimos aparecerem nos escalões inferiores e darem vários saltos na carreira muito rapidamente, como Cissokho, mas este com a nuance de pertencer aos quadros do Paços de Ferreira.

Djibril, chegou em Janeiro e pegou logo de estaca. Muito forte nas 3 acções essenciais à posição 6 - recuperação, domínio e entrega - mostra aos 19 anos uma maturidade pouco habitual, parecendo já um veterano de muitas guerras.

Reforço do Rio Ave para a próxima época, Wakaso foi peça fundamental no Portimonense. Um mini-tanque do meio-campo em que 90 minutos a correr e a integração fácil nos movimentos ofensivos e defensivos do colectivo são os pontos fortes.

Tal como o algodão, Kovacevic não engana. Evoluído tecnicamente, sem ser um virtuoso, compensa algumas lacunas a nível de mobilidade com óptimas decisões a nível do passe em terrenos avançados e com um pé canhoto fortíssimo ao nível do remate.

Nii Plange não é bem um extremo nem é bem um ponta-de-lança, colocando-se normalmente em espaços intermédios às duas posições. Criativo e compacto fisicamente, destaca-se pela velocidade de condução mas sobretudo pelo potente remate.

O "Adebayor" de Portimão também não deve ficar muito mais tempo na 2ª Liga. Longilíneo e delgado, 1,95m para apenas 70kg, Simi faz uso da sua passada enorme para ultrapassar centrais menos móveis. Com os mais móveis, usa a envergadura para proteger bem a bola. É daqueles avançados que "bate" nos centrais durante 90 minutos.

Uma das surpresas da última CAN, Platini é um dos jogadores mais evoluídos tacticamente na sua divisão. Extremo poderoso com facilidade no transporte de bola e em aparecer nas zonas de finalização, destaca-se pela entrega e pela qualidade com que ajuda o seu companheiro de faixa mais recuado.