A Selecção
08
Jul

2013

11's do Ano - Desilusões da 1ª Liga

Por O Especialista

 

Eis que chegamos ao último trio de 11's a ser apresentado. Vamos terminar durante esta semana esta série de nomes que nos ficaram na retina pelos melhores e pelos piores motivos. Hoje revemos aqueles que para "O Especialista" foram as maiores desilusões da época que terminou. Quase todos jogadores com nome feito, a sua contribuição foi nula ou inexistente, desproporcional a vencimentos, potencial demonstrado, passado recente ou até mesmo o buzz gerado na pré-época.

 

 

Depois de uma época sentado no banco em Setúbal, Ricardo foi apresentado em Olhão como titular mas foi parar ao mesmo sítio. Apenas 5 jogos dos 30 e nenhum desde a jornada 7. Muito pouco para quem já vimos a bater penalties cheio de moral.

Vindo de uma época bastante aceitável em Estugarda, que perdeu 5 jogos com ele em 21 e 6 nos 13 que não jogou, Boulahrouz vinha para ser o "Patrão" da defesa sportinguista. Mas é complicado fazê-lo da bancada. A fragilidade física de "Khalid the Cannibal" foi uma surpresa daquelas no Campo Grande.

Rolando foi em tempos o titular do campeão nacional e da selecção portuguesa. Jogou apenas 4 minutos no Porto, num daqueles encostanços típicos numa estrutura forte. No Nápoles apenas 4 jogos de início. Aquém do expectável para o agora ex-titular dos dragões e das quinas.

Regressou a Portugal para ajudar o Beira-Mar na luta que se previa renhida pela manutenção. Tonel já tinha perdido a titularidade no Dinamo Zagreb e a mesma só durou 2 jogos em Aveiro, onde se lesionou no 2º e só voltou contra o "seu" Sporting, já na última jornada.

Desde os tempos do Heerenveen que o croata não é um dos que joga sempre. Em Alvalade pensou-se que Pranjic poderia estar de volta mas o fraco rendimento disponibilizado, uma sombra do que já foi, e o forte vencimento auferido levaram-no a passar a fronteira para Norte, para ir perder jogos para a Galiza.

Após mais de 1200 minutos na sua primeira época em Braga, Djamal apenas jogou uma vez de início, na derrota em Alvalade. À parte Peseiro ter achado que o médio líbio "dava azar", pelo que se passou no meio-campo defensivo bracarense há poucas outras explicações para os 115 minutos no total deste Campeonato.

Os quase 700 minutos de Elias este ano pelo Sporting foram dos mais sofríveis do ano. O brasileiro tinha aparentado ser the real deal, mas na época finda chegou a ser confrangedor vê-lo jogar. Muito, muito mais era esperado.

De toda esta lista, Cristiano é o único que passou os 1000 minutos. Mas os seus 23 jogos pelo Vitória de Setúbal foram uma das maiores desilusões da temporada. Sempre apático e desinteressado, o canhoto brasileiro andou mais de meia época a passear a camisola pelo Bonfim.

Este argentino armou-se aos cucos a meio da época e só não foi parar ao Nápoles porque ainda é muito novo para as andanças italianas. Mandado para casa para ver se crescia mais um bocadinho, Iturbe mostrou novamente alguma qualidade, embora na hora da despedida ainda tenha tentado borrar a pintura.

Michel foi uma das revelações de 2011-12, tendo assinado pelo Benfica e passado logo para Braga com a entrada de Lima. Depois de uns prometedores 9 golos em menos de 2000 minutos na estreia na 1ª Divisão, ficou em branco nos escassos 31 jogados no Minho. Acabou devolvido a meio da época por estar "gordinho".

Contratado a meio da época para o caso de acontecer alguma coisa a Jackson e para alturas de aperto. Liedson nunca conseguiu encontrar o seu espaço no Porto e acabou com apenas 53 minutos em 6 entradas do banco. Assistiu para o Campeonato, mas ainda assim não deixou de ser uma desilusão para o que já mostrou em e por Portugal.